domingo, 17 de março de 2013

A UNIDADE


A UNIDADE
Luiz Soares das Terras Nordestinas
Em 28/02/2013.
Muitas vezes a banalização da simplicidade cria um abissal hiato dentro da nossa própria essência.
É preciso aceitar que somos o resultado do nosso comportamento, independentemente da época, lugar e hora em que estejamos vivenciando a vida, numa estrada que nós próprios a idealizamos.
Cada um de nós, desde o momento em que fomos presenteados com a Luz do Criador, na condição de filhos amados, iniciamos um longa e interminável jornada.
Mesmo na condição de imagem e semelhança, nos foi dado o direito de ser parte de um todo.
Por ser uma obra altamente diversificada e qualificada, pois é bom lembrar que o homem surgiu bem depois que o planeta já havia definido a sua cobertura vegetal, os animais, os córregos rios e riachos.
Seria melhor nos imaginarmos como detentores de um vasto e interminável tesouro.
Foram-nos dados todos os complementos que ainda hoje nos comovem ao encontra-los e admirá-los.
Finalmente nos foi incentivado a que pudéssemos interagir com tudo isto, diria eu – como gerentes de um patrimônio descomunal.
Assim, durante muitos e muitos anos fomos cada vez mais nos tornando responsáveis pela condução e preservação da nossa própria pureza essencial.
Para completar a grande obra nos foi dado o direito de multiplicar e perpetuar a nossa espécie.
A Luz tomou forma e adentrou no mundo da materialidade. Aparentemente nos dividimos, nos tornamos antagônicos, criadores, criativos, imaginativos, positivos e negativos.
Ao longo desse interminável processo que culmina com os nossos dias atuais, tudo foi e continuará sendo registrado em algum lugar.
Através da espiritualidade somos informados de que cada um tem o seu alfarrábio com o nome de Registro Arkasticos.
Quando materializados esquecemos; mas, o nosso períspirito ao contrário sabe de tudo e se mantém apenas como um simples coadjuvante.
Para completar a nossa libertação ou liberdade plena, nos foi acrescentado o que se convencionou chamar de Livre Arbítrio.
Enfim, assim se concretizou que:
Cada um por si e Deus por todos.
Perdemos a especificidade e nos tornamos parte de uma comunidade.
O tempo continua voraz na cronologia em que nos encontramos.
Nesta sequência ou trajeto cursado por cada um de nós, fomos construindo, cada um, a sua própria história.
A cada novo amanhecer mais uma página vai sendo preenchida.
Infelizmente a jornada perdeu o brilho que a natureza divina nos presenteou.
Fomos gradativamente e paulatinamente mais e mais nos envolvendo e nos deixando manipular, tal qual o Canto das Sereias.
A materialidade vai aos pouco se transformando numa psicose altamente destrutiva.
O homem destruindo o próprio homem.
O homem destruindo todos os elementos vitais a sua própria sobrevivência.
É preciso entender e compreender que somos indivisíveis o EU SOU é uma UNIDADE e não peça que se completa com algo que não esteja, dentro, holisticamente falando, na essência pura, específica, indivisível, cristalina e crística do que realmente somos.
Do meu para o seu Coração do Luiz Soares.
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